BEIRA DE ESTRADA

 

Luiz Gonzaga traduz com alma:
"Vá oiando coisa a granel,
Coisa que prá mode ver,
O cristão tem que andar à pe´"

Quem não quiser andar à pé,
Basta parar de vez em quando,
Para apreciar as paisagens
E sentir o cheiro da terra.

Caminhos da Costa Dourada:
Desafiadores para trilheiros,
Excitantes para fotógrafos,
Mágico para amantes.

Estradas entrecortam matas,
Coqueirais e canaviais.
Aqui, acolá, um povoado,
Encravado no barro ou areia.

P povo simples e humilde,
De pele e alma curtida,
Expressa zelo e esperança,
De experiência e sofrimento.

Em barracas e toldas de lona,
Se vende banana, manga, caju,
Mangaba, jaca, jaboticaba,
E crocantes castanhas de caju.

Nas cabeceiras das pontes,
Pescadores mostram o produto:
Camarão, siri, caranguejo,
Frescos frutos de mar e rios.

Em tendas trabalham artesãos,
Tecem redes, tapetes, almofadas,
Criam artigos de palha e cerâmica,
Vivem de lendas, arte e paixão.