ECOSSISTEMA ARTIFICIAL

Além dos habitats naturais, também existem os artificiais, ou seja, criados pelo homem, representados pelas cidades, que podem ser denominados de antropogenéticos.
Ocupam locais habitados anteriormente por espécies nativas, dando lugar a vegetais animais que se adaptam às condições adversas, tais como ervas daninhas, pardais, ratos e baratas, além do próprio homem.
Hoje em dia, o homem, em busca de melhor padrão de vida, que representam maiores condições de estudo e oportunidades de trabalho, tem migrado para as grandes cidades, fazendo com que o aumento da população provoque também um aumento da competição pela sobrevivência e da violência.
O ecossistema urbano é formado por de apartamentos, conjuntos residenciais, e favelas, que representam 30% das habitações das grandes cidades.
Estima-se que no mundo, em 1950, 30% dos homens viviam em cidades e atualmente este percentual se situa em torno de 50%.
Para que isso fosse possível, foram pavimentadas áreas verdes e alterados o relevo, a vegetação e a hidrologia, provocando modificações climáticas e inundações e desmoronamentos de encostas em caso de chuvas de maior intensidade.
Outros problemas também são comuns, como trânsito infernal, poluição atmosférica e sonora, e outras fontes de perturbação, que causam estresse físico e psíquico, além de outros males.
Como se não bastasse, aparecem diariamente inúmeros alimentos artificiais ou geneticamente modificados, visando alimentar a população com maior agilidade e menor custo, muitas vezes de forma inconseqüente.
O grande problema das cidades é a falta de planejamento, resultando em inúmeros outros problemas, tais como: abastecimento d´água, esgoto, lixo, moradia, transportes e energia. Muitas cidades tem estrutura para apenas 10% da população existente, causando péssimas condições de vida.
As cidades dos países em desenvolvimento, tais como o Brasil, e principalmente dos países subdesenvolvidos, onde se incluem os situados no continente africano, apresentam altos índices de degradação social.