ESPÉCIES AMEAÇADAS
A extinção
de espécies faz parte do ciclo de vida da terra, entretanto, nos últimos
tempos tem sido acelerada por uma série de fatores, tais como a destruição
dos habitats, decorrente principalmente do desmatamento das florestas tropicais,
as construções de lagos para hidrelétricas, a pesca e a
caça predatória, a aplicação de pesticidas em lavouras
e a poluição em níveis assustadores.
Anualmente, milhares de tartarugas marinhas, focas e golfinhos morrem em redes
de pesca. Biólogos estimam que a cada meia hora uma espécie de
animal ou vegetal é extinta e que nos próximos 20 anos cerca de
20% das espécies de seres vivos podem desaparecerem, comprometendo a
biodiversidade da terra
São exemplos de animais em extinção no Brasil: tartaruga
marinha, golfinho rotador, peixe boi marinho, baleia jubarte, mico-leão
dourado, onça-pintada, macaco aranha, tamanduá bandeira, jaboti,
tucano, pintassilgo, arara, falcão e beija-flor. A ararinha-azul, que
habitava o semi-árido da Bahia, foi considerada extinta no ano 2000.
No mundo: panda gigante, panda-vermelho, urso polar, gorila-da-montanha, foca
monge, onça-parda, onça-pintada, jaguarandi, quetzal, zebra grevy
e várias espécies de crocodilos e rinocerontes, entre outras.
A pesca abrange desde a prática com anzóis, arpões e redes
até complexos sistema de capturas, utilizando embarcações
de grande porte dotadas de sonares.
Mas a pesca feita de forma predatória, utilizando bombas e produtos químicos
provoca danos irreversíveis ao meio ambiente, pois destroem vida marinha
de uma área, tais como a utilização de água sanitária
para a pesca de polvos, fazendo com que os corais sejam atingidos
As Baleias
Registros indicam que a caça às baleias para fins comerciais data do século XII, feita de forma artesanal no golfo de Biscaia, no Atlântico Norte.
A partir de 1920 a caça adquiriu características industriais, com a utilização de arpões com explosivos e navios-fábrica.
Dados históricos dão conta que somente em 1931, quando a técnica de pesca ainda não era tão desenvolvida, foram mortas cerca de 30.000 baleias na antártica, mas o ano record de capturas foi 1961, com 70.000 baleias.
Estima-se que das 250.000 baleias azuis somente existem 400 e das 100.000 baleias-fin, restam apenas 2.000.
Em 1986, sentindo a proximidade da extinção da espécie, foi assinado um tratado universal para a proibição da pesca da baleia, através da Comissão Baleeira Internacional. Mas tal tratado não é cumprido pela Noruega, Islândia e Japão.
No Brasil, a empresa nipo-brasileira COPESBRA, operou de 1910 até 1986, período que foram mortas 22.000 baleias.
Hoje em dia a pesca do krill ( pequeno camarão ) que serve de alimento para as baleias, tem sua população bastante reduzida em decorrência da pesca.
Outro fator que está afetando a base da cadeia alimentar é morte dos fitoplânctons, que não resistem aos raios ultravioletas que atingem a terra em maior intensidade, devido à redução na camada de ozônio.